Policiais militares do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da PMDF prestaram uma homenagem nas redes sociais ao policial civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, que morreu no último domingo (18/5), após ficar internado por um ano em decorrência de um tiro de fuzil sofrido durante uma operação em março de 2025.
Veja vídeo:
“Hoje, o céu ficou mais silencioso. Nossa continência ao piloto da Polícia Civil do RJ que tombou em combate cumprindo sua missão com coragem, honra e dedicação até o último voo. Nós, policiais militares do BAVOP da PMDF, nos solidarizamos com familiares, amigos e irmãos de farda neste momento de dor. Que seu legado permaneça vivo em cada decolagem, em cada missão e em cada guerreiro que escolheu servir mesmo diante do risco. ‘Os que voam nunca morrem… apenas ganham asas eternas.’”, diz a mensagem.
Em resposta, o perfil oficial do policial, administrado por familiares, agradeceu: “Em meio à saudade, atitudes como essa aquecem o coração da nossa família. Obrigada pela linda homenagem feita ao Felipe Marques.”
Velório
Felipe Marques Monteiro será velado e cremado nesta terça-feira (20/5). Após permanecer internado por mais de um ano e passar por diversas cirurgias, o caso do policial piloto — baleado enquanto estava em um helicóptero da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) — gerou grande comoção nacional.
Está previsto um cortejo fúnebre às 12h30 desta terça-feira (20). O velório ocorrerá às 15h, no Cemitério do Caju, seguido de cremação.
O disparo
A operação tinha como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em roubos de vans e no desmanche de veículos para venda de peças. O copiloto do helicóptero da corporação, Felipe, foi baleado em março de 2025 durante um sobrevoo na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio, em uma ação contra o grupo criminoso.
O ataque ocorreu em 20 de março de 2025, durante a Operação Torniquete, voltada ao combate a uma organização investigada por atuar no roubo de vans na região. Enquanto a aeronave sobrevoava a comunidade, criminosos abriram fogo contra o helicóptero. Felipe foi atingido na cabeça por um disparo de fuzil, que atravessou a região frontal e perfurou o crânio.
Treino de tiro
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Foto nas redes sociais
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Comandante ferido em operação no Rio reage a estímulos e emociona família
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Ele foi socorrido inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto e, posteriormente, transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana, onde iniciou uma longa e delicada trajetória de tratamento médico.
Segundo a equipe médica responsável, o policial permaneceu por mais de sete meses em cuidados intensivos, passou por múltiplas neurocirurgias e chegou a ficar em coma em parte do período. O projétil causou graves danos à estrutura craniana, exigindo intervenções complexas ao longo dos meses seguintes.
Em uma das etapas do tratamento, Felipe precisou implantar uma prótese craniana para reconstrução da área atingida. Após cerca de nove meses de internação, recebeu alta em dezembro de 2025 e iniciou o processo de reabilitação.
Na época, familiares e colegas celebraram a evolução do quadro clínico, considerada surpreendente diante da gravidade dos ferimentos. No entanto, a situação se agravou nos meses seguintes. Felipe voltou a apresentar complicações severas, incluindo infecções, hematomas e sangramentos intracranianos, o que exigiu novas cirurgias e reinternações em estado grave.
Um dos suspeitos de participação no ataque foi preso meses após a operação, enquanto outros seguem sendo procurados pelas autoridades.





