Com chopada, família se despede de dono de oficina assassinado no DF

Com muita emoção e carinho, parentes e amigos de Flávio Cruz Barbosa, empresário assassinado por um funcionário em uma oficina no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), nessa quarta-feira (6/5), lamentaram a partida precoce, abrupta e violenta do homem. O sepultamento foi realizado no Cemitério de Sobradinho (DF), na tarde desta sexta-feira (8/5).

Com gritos, choro e cerveja, o velório, que reuniu cerca de 100 pessoas, celebrou a vida do empresário, vítima de um crime brutal.

A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, de 28 anos, explicou que a chopada no enterro do tio foi para atender a um desejo dele.

“Hoje teve cerveja porque ele era cervejeiro, e queria que o sepultamento dele fosse uma comemoração da vida que ele teve, e nós estamos tentando trazer essa energia”.

Carolina também contou ao Metrópoles que cresceu com o tio e era bastante próxima. Ela diz que o dono da oficina era um homem bondoso, que tratava todo mundo bem – amigos, primos e até mesmo os amigos de seus amigos. Sempre alegre e eufórico.

“Ele era uma pessoa muito do bem, levava o pessoal pra casa dele, todo mundo que eu conheço me manda mensagem dizendo que foi um privilégio conhecer ele. Ele era alguém de coração bom demais para as coisas terminarem assim”.

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Vítima de crime brutal era cervejeiro, e a chopada foi uma forma de homenageá-lo

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A morte de Flávio ocorreu de forma abrupta e violenta enquanto ele trabalhava

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Cerca de 100 pessoas se reuniram na despedida de Flávio

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A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, explicou que a chopada no enterro do tio foi para atender o desejo dele

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O enterro de Flávio, morto aos 49 anos, foi no cemitério de Sobradinho

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Amigos e parentes se despediram de Flávio Cruz

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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

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O enterro não foi uma festa, mas uma celebração de uma vida que foi interrompida de forma cruel e violenta

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Centenas de pessoas se reuniram na despedida de Flávio

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Parentes e amigos fizeram a leitura de textos e pediram justiça

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Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF

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Família garantiu que a memória de Flávio jamais será esquecida

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O velório de Flávio foi uma celebração da vida dele

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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

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Com uma chopada, família e amigos se despediram do empresário assassinado no DF

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Choro, emoção e consternação marcaram o velório de Flávio Cruz

A sobrinha finalizou dizendo que lida com a morte olhando para a vida, e que Flavio, além de ser como um pai para ela, teve “uma vida maravilhosa”.

Durante o velório, uma outra pessoa da família leu um texto em homenagem a Flávio e pediu justiça. Bastante emocionada, com a voz embargada em lágrimas, a jovem começou dizendo que a família está em luto profundo e “absolutamente indignada diante da brutalidade e da covardia com a qual silenciaram um homem cuja marca registrada era a celebração da vida e da alegria”.

Sobre o filho do empresario, um menino de apenas 6 anos, a família garantiu cuidar e jamais deixar que a memoria do pai seja esquecida pelo menino. “Essa criancinha carregará para sempre a ausência irreparável de seu pai, que foi lhe tirado de uma forma muito cruel”, diz parte do texto.

Um amigo próximo também prestou suas homenagens. No texto lido, o rapaz, afirma que “Flávio permanecerá vivo em cada reencontro, em cada história contada e em todo amor que ele deixou plantando em nosso coração”.

Sepultamento

A caminhada do ponto de despedida até o túmulo foi coberta de gritos como “Flávio cachorrão”, choros e pedidos por justiça. Assim que o caixão foi coberto pela terra, pessoas soltaram balões brancos nos céus, em memória eterna de Flávio. Após o enterro a descontração continuou, muitas pessoas comentando sobre a pessoa que Flávio era, como ele tinha muitos amigos, e que sempre foi um grande homem, irmão, pai e filho.

O crime

  • O empresário foi morto na oficina da qual era proprietário, por um funcionário, na tarde dessa quarta-feira (6/5). Imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que Flávio é morto a facadas. O assassino ainda usa uma roda de ferro para agredir a vítima, que já estava morta.
  • Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, é o autor do crime e foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Em depoimento à polícia ele disse que matou Flávio por vingança. De acordo com a corporação, o rapaz apresenta sinais de transtorno mental.



Tribunal Brasília

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