O Distrito Federal gerou, no primeiro trimestre de 2026, 16.032 postos de trabalho com carteira assinada, o que representa um crescimento de 1,51% no mercado de trabalho formal.
Esse aumento, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), coloca o DF entre as 10 unidades da federação que mais geraram postos de trabalho com carteira assinada.
O saldo decorreu das 130.124 admissões e 114.092 desligamentos ocorridos nesse período. Um dado que chama atenção é que 65,8% de todo o saldo de empregos gerados no DF (equivalente a 10.544 postos) foram ocupados por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), público prioritário das políticas públicas de inclusão socioeconômica do governo federal.
As admissões do CadÚnico representaram 35,2% do total, enquanto os desligamentos corresponderam a 30,9%, uma diferença de 4,3 pontos percentuais, que aponta a maior permanência desse público no emprego formal.
Entre os beneficiários do Programa Bolsa Família, foram 17.691 admissões e 11.584 desligamentos, gerando um saldo de 6.107 postos. Isso equivale a 38,1% do saldo total do Caged no DF e a 57,9% do saldo dentro do público do CadÚnico.
Ao Metrópoles, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, disse que não há crescimento sustentável sem inclusão.
“O avanço do emprego também passa pelo fortalecimento de políticas sociais que ampliam oportunidades, promovem qualificação profissional e incentivam o empreendedorismo”, pontuou.
O ministro destacou, entre as iniciativas, o Acredita no Primeiro Passo. “Este programa do MDS oferece qualificação, acesso ao crédito e apoio ao empreendedorismo para pessoas inscritas no Cadastro Único”, explicou.
Mulheres e jovens são maioria
Em termos de faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos foram os que mais se inseriram no mercado de trabalho do DF, respondendo por 43% do saldo total do Caged e por 41% do saldo do CadÚnico.
No recorte de gênero, as mulheres responderam por 52,8% do saldo de empregos na capital do país. Entre o público do CadÚnico, essa participação foi ainda maior: 58,0% do saldo líquido.
O setor de serviços liderou a geração de empregos tanto no total do Caged, com 12,85 mil postos, quanto entre o público do CadÚnico, com 7,41 mil postos, absorvendo 70,5% do saldo líquido desse grupo. A construção civil e o comércio também contribuíram positivamente para o saldo do público vulnerável.





