DF tem 2ª menor taxa nascimentos e óbitos não oficializados do país

O Distrito Federal registrou a segunda menor taxa de sub-registro de nascimentos e mortes do país. O sub-registro é a não oficialização de nascimentos e mortes nos cartórios ou órgãos competentes dentro dos prazos legais.

Em 2024, o percentual estimado de sub-registro foi de 0,13% dos nascimentos ocorridos e o de mortes foi de 0,17%.  Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (20/5).

As menores taxas foram registradas  de sub-registro de nascimento são:

  • Paraná — 0,12%.
  • Distrito Federal — 0,13%.
  • São Paulo — 0,15%.
  • Rio Grande do Sul — 0,21%.
  • Minas Gerais — 0,23%.

A pesquisa também mostrou que o Distrito Federal tem a menor taxa de subnotificação de óbitos, segundo o  Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

Segundo o IBGE, os sub-registros e subnotificações refletem a “invisibilidade” estatística e jurídica de um indivíduo, que ocorre quando o nascimento não é registrado ou quando o falecimento não é declarado, impedindo a emissão da respectiva certidão.

“O fenômeno do sub-registro civil e da subnotificação dos sistemas de informação em saúde constitui desafio persistente para a fidedignidade das estatísticas demográficas brasileiras, sendo que o sub-registro de nascimento, em particular, constitui um obstáculo ao exercício pleno da cidadania”, diz a pesquisa do IBGE.

Menor número da série histórica do país

Pela primeira vez, o percentual de crianças que nasceram e não foram registradas em cartório está abaixo de 1%. O IBGE apontou que 0,95% dos nascimentos ocorreram com sub-registro em 2024. Esse é o menor da série histórica iniciada em 2015.

O percentual de sub-registros de mortes atingiu 3,40%, o menor nível da série histórica, iniciada em 2015. O percentual de sub-notificações foi de 1%.

Com esse resultado, o país fica ainda mais próximo da meta de cobertura universal de registro de nascimentos estabelecida pela ONU.

 

 



Tribunal Brasília

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