{"id":29919,"date":"2026-05-19T19:56:36","date_gmt":"2026-05-19T22:56:36","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29919"},"modified":"2026-05-19T19:56:36","modified_gmt":"2026-05-19T22:56:36","slug":"catadora-do-df-vira-protagonista-de-livro-trabalho-de-guerreiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29919","title":{"rendered":"Catadora do DF vira protagonista de livro: \u201cTrabalho de guerreiras\u201d"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Aparecida Ferreira de Maria, brasiliense e m\u00e3e de sete filhos, <span class=\"highlight\">\u00e9 uma das protagonistas do livro \u201cMulheres que Reciclam o Futuro\u201d.<\/span> Aos 41 anos, <strong>ela se tornou uma voz na literatura e um exemplo de resili\u00eancia<\/strong>, atuando hoje como <span class=\"highlight\">defensora da valoriza\u00e7\u00e3o dos catadores de materiais recicl\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p>A rotina de Aparecida come\u00e7a quando o dia ainda est\u00e1 nascendo. \u00c0s 5h da manh\u00e3, ela deixa sua casa <strong>para garantir o sustento das cinco filhas e dos dois meninos.<\/strong> <span class=\"highlight\">Vi\u00fava h\u00e1 um ano, encontrou na reciclagem n\u00e3o apenas a sobreviv\u00eancia, mas um caminho para a independ\u00eancia.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cO trabalho faz a gente se sentir importante. Se sustentar do seu pr\u00f3prio sal\u00e1rio \u00e9 bom demais\u201d, compartilhou.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de Aparecida com a reciclagem \u00e9 profunda. <strong>Filha de catadores, viu o pai recorrer aos res\u00edduos quando as vendas como camel\u00f4 j\u00e1 n\u00e3o eram suficientes para sustentar os cinco filhos.<\/strong> Diante da maternidade, <span class=\"highlight\">aos 18 anos, ela tamb\u00e9m encontrou na cata\u00e7\u00e3o uma alternativa vi\u00e1vel de renda.<\/span><\/p>\n<p>Come\u00e7ou na cooperativa Reciclo, onde o trabalho era pesado. \u201c<span class=\"highlight\">Come\u00e7amos pelo ch\u00e3o, n\u00e9? Tratando coisa no ch\u00e3o mesmo, separando no ch\u00e3o<\/span>, que ainda n\u00e3o tinha esteira. A\u00ed depois consegui uma vaga na Centcoop, <strong>onde \u00e9 uma esteira que a gente trabalha em cima, separando material. Da\u00ed melhorou bastante, n\u00e9?<\/strong> N\u00e3o tinha mais sol, aquele sol que a gente pegava. <span class=\"highlight\">Mas foi tudo de bom<\/span>\u201d, recorda. <strong>Ap\u00f3s quase uma d\u00e9cada no setor, hoje ela atua como ajudante de cozinha<\/strong> na Central das Cooperativas de Trabalho de Materiais Recicl\u00e1veis do DF (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/centcoopdf\/\" rel=\"noopener\">Centcoop<\/a>).<\/p>\n<p>Participar da obra trouxe <span class=\"highlight\">reconhecimento e parceria entre as mulheres que compartilham do mesmo trabalho<\/span>. \u201cAqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua hist\u00f3ria, e <strong>eu vejo que s\u00e3o mulheres muito guerreiras.<\/strong> Elas chegam com hist\u00f3rias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. <span class=\"highlight\">\u00c9 um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente\u201d<\/span>, destaca.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o dos filhos ao verem a m\u00e3e em destaque foi de pura alegria. Uma foto de Aparecida, tirada pela fot\u00f3grafa Magali Moraes para o livro, j\u00e1 circula pela casa e orgulha desde a pequena Ana Carolina, de 6 anos, at\u00e9 a primog\u00eanita Crislani, de 24. <span class=\"highlight\">\u201cEles ficaram muito felizes. \u2018M\u00e3e, ficou muito bonito\u2019\u201d<\/span>, conta Aparecida, que <strong>aguarda ansiosa para segurar o exemplar f\u00edsico.<\/strong><\/p>\n<div class=\"splide-container\">\n<div class=\"pre-slider\">\n<div class=\"splide__first\">\n<div class=\"splide__slide\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide main-slider hide\">\n<p><button><span>Fechar modal.<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"splide__metropoles-logo\"><\/div>\n<div class=\"splide__track\">\n<div class=\"splide__list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">1 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Aparecida Ferreira de Maria, brasiliense e m\u00e3e de sete filhos, \u00e9 uma das protagonistas do livro \u201cMulheres que Reciclam o Futuro\u201d<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Magali Moraes\/Mulheres que Reciclam o Futuro<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">2 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Filha de catadores, viu o pai recorrer aos res\u00edduos quando as vendas como camel\u00f4 j\u00e1 n\u00e3o eram suficientes para sustentar os cinco filhos<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Magali Moraes\/Mulheres que Reciclam o Futuro<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">3 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Aos 41 anos, ela se tornou uma voz na literatura e atua como defensora da valoriza\u00e7\u00e3o dos catadores de materiais recicl\u00e1veis<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Magali Moraes\/Mulheres que Reciclam o Futuro<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">4 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">A obra d\u00e1 voz e rosto a mulheres que representam 70% da for\u00e7a de trabalho entre os cerca de 800 mil catadores no Brasil<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Magali Moraes\/Mulheres que Reciclam o Futuro<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><strong>Participa\u00e7\u00e3o no livro<\/strong><\/h2>\n<p>O convite para ser uma das 25 protagonistas surgiu via Aline Sousa, ex-diretora presidente da Centcoop. Para Aparecida, contar sua hist\u00f3ria para a escritora Viviane Mansi foi um momento de catarse.<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201cEu queria desabafar, realmente. Naquele momento eu chorei\u2026 Tirei tudo que estava dentro de mim\u201d, revela.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A obra d\u00e1 rosto a mulheres que representam<span class=\"highlight\"> 70% da for\u00e7a de trabalho entre os cerca de 800 mil catadores no Brasil.<\/span> Realizado pela <a href=\"https:\/\/www.redeeducare.com.br\/\" rel=\"noopener\">Rede Educare<\/a>, com patroc\u00ednio da Novelis via Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, o livro <strong>ser\u00e1 lan\u00e7ado em Bras\u00edlia no dia 20 de maio, pr\u00f3xima quarta-feira.<\/strong> A publica\u00e7\u00e3o <span class=\"highlight\">celebra o m\u00eas do Dia Mundial da Reciclagem,<\/span> que cai no domingo (17\/5), e estar\u00e1 dispon\u00edvel para download gratuito no site da editora.<\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/catadora-do-df-vira-protagonista-de-livro-trabalho-de-guerreiras\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aparecida Ferreira de Maria, brasiliense e m\u00e3e de sete filhos, \u00e9 uma das protagonistas do livro \u201cMulheres que Reciclam o Futuro\u201d. 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